Relato da Sandra, Apollo Hammersmith, Londres – 1 de Maio, 2009

Vídeos da Sandra e Rita:
Danny a dizer Portugal
McFly a entrar em palco
One For the Radio 1 // One For the Radio 2
Everybody Knows // Do Ya
POV
Corrupted
Down Goes Another One
Star Girl
Falling in Love
Lies
Obviously
Dougie a encomendar a pizza
Danny a cantar com os My Kid Brother
Transylvania
Harry a falar
The Last Song 1 // The Last Song 2
5 Colours in Her Hair

Hammersmith Apollo – 1 de Maio (Fotos tiradas por Sandra e Rita)
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RELATO

Já era a segunda vez que iria ver os McFly ao vivo logo sabia mais ou menos o que esperar mas mesmo assim a ansiedade e o nervosismo era bastante. Faltavam apenas 15 minutos para as portas abrirem e já não conseguia parar quieta no mesmo sitio. Chegou a hora e foi a correria para a primeira fila. Consegui, mas até ao concerto dos McFly não parei de me lamentar da posição que estava. Se eu não morri ali, não morro em mais lado nenhum, garanto-vos. Chegou o concerto do David Archuleta. Meu Deus que concerto. Não estava nada á espera daquela actuação. Conseguiu cantar, pular, gritar e bajular os McFly por o terem convidado para se juntar a eles. No meio da música Angels (original de Robbie Williams) com toda a gente a cantar em uníssono olho para o lado e vejo o Danny de lado nos bastidores super atento á actuação do Archie. Estava escuro mas dava para reparar que era ele. Tive pena do concerto dele ter sido apenas uns 20 min. Para por outro lado sabia que a seguir vinha um ainda mais energético e que iria ficar na minha memoria para sempre.
Depois de alguns minutos muito longos de espera. As luzes apagam-se, vê-se vultos no palco olho para a frente vejo o Tom, para o lado o Danny a beber água e a chegar-se á frente, e eu “ Oh não ele vai cuspir para o publico!” E foi isso mesmo que fez! Chegasse atrás ouve-se o primeiro acorde da guitarra e “ Here’s another song for the radio..” Foi a loucura. A partir daí não me importei mais com a posição nem com as dores que estava a ser esmagada contra as grades. Eles estavam á minha frente, a apenas 2 metros de mim. Eu podia ver as gostas de suor na cara deles e cada gesto que faziam. Gritei e cantei até doer os pulmões o “We Don’t Care” e a parte final do “ Here’s another song for the rádio”. Seguiu-se Everybody Knows e Do Ya. A transição estava bastante boa, quase não pararam de tocar nenhum instrumento entre uma musica e outra. Segui-se a Obviously em que o Tom fez a questão de o publico cantar a parte inicial e final como é da praxe. Quando acaba, dou por mim a olhar em frente e a ver o Dougie com uma guitarra na mão no lugar do Tom. Isso queria dizer que a Transylvania vinha a seguir. Sempre foi das minhas favoritas ao vivo e mal podia esperar para a ouvir. A transição do primeiro verso para o refrão foi um coisa do outro mundo em que o Harry deu tudo por tudo na bateria e que se ouve o Danny a dizer “Jump” e aí as luzes acendem-se. Começa o lindo refrão da Tranny. Na parte final o Danny recusasse a cantar e vira o microfone para o palco para cantarmos “I couldn’t tell”and “Thaht’s when I’ll tell”. Transylvania continua a ser uma das minhas favoritas ao vivo. Ouve uma pausa entre alguma destas músicas para fazer a encomenda da pizza, que coube ao Dougie. Estavam esperançossos que Londres ficasse na frente no ranking mas não foi isso que aconteceu. Quando começa a próxima música ouvesse gritos que até aí não foram ouvidos, e o chão a vibrar com as pessoas a pular. Reconheci a música, uma das mais esperadas da noite: Corrupted. Sabia que tinha que gravar. Esperei muito tempo para a poder ouvir ao vivo. Meu Deus que actuação. O Danny no refrão, o Tom no meio da música e o Dougie a ter a sua parte para brilhar. No ultimo refrão olho para o lado, e está o Tom a cantar olho para outro está o Danny a 1m de mim a cantar por cima dele, a abanar a cabeça e a sentir cada vibração que vinha do publico e a aproveitar o momento ao máximo. Quando vi a gravação da música, consegui notar que o Danny na parte de “ Cause You’re too much for me” olha directamente para a câmara. Fiquei sem palavras!
O Tom é daquelas pessoas que quando está cantar fixa o olhar numa pessoa do publico e fica ali a olhar durante segundos. Aconteceu-me varias vezes durante o concerto inteiro. Eu a cantar, ele a cantar e os olhares a cruzarem-se. Eu só desviava o olhar quando ele também desvia-se. Era de tirar a respiração. O Danny já não olhava e desviava logo, não era de olhar para as pessoas durante muito tempo seguido.
Segui-se Falling in Love a Room on The 3rd Floor. Tinha a setlist de cor e salteada na minha cabeça logo sabia a música que vinha a seguir: Down Goes Another One. Cantei, fechei os olhos e senti cada palavra que saia da boca deles durante aquela música. A Down Goes Another One tem um grande significado para mim logo sabia que tinha de aproveitar aqueles 4 min da melhor maneira possível. Foi uma das melhores músicas da noite. E só queria poder dize-los obrigado pela aquela música. A seguinte foi a Star Girl em que o Tom como em todos os concertos na parte de “when I fell in love with úranos” virasse e aponta para o rabo. Foi a esteria total. Toda a gente se fartou de rir inclusive eu. Segui.se a cover das Grils Aloud “ The Promise”, foi boa, mas se fosse outra tenho a certeza que saíria bastante melhor. O Danny a dançar no meio da música e a imitar as Girls Alous é que foi inesquecível. E a voz do Dougie que estava tão longe de mim e que raramente vinha para o outro lado do palco ficou bastante bem na música e podemos ouvir o Dougie a cantar mais a vez sem ser na Transylvania e Corrupted.
A seguinte foi a POV, a minha favorita do Radio:ACTIVE e tinha a certeza que depois daquela noite iria ser também das minhas favoritas ao vivo. E não estava enganada. A energia que o refrão tem e a balançar a parte tão calma e tranquilizante da voz do Danny nos versos da música foi lindo. Faltou pouco para chorar, mas consegui aguentar.
No All About You, o Dougie disse que normalmente pede sempre às pessoas para abraçarem a que têm ao lado mas como naquela noite era difícil pediu para nos abanarmos umas ás outras. E depois para abanarem na direcção do palco para eles sentirem o fresquinho. Antes do All About You o Tom disse que via muitas bandeiras e que havia muitas pessoas fora do Reino-Unido. Foi aí que começamos a levantar a bandeira e a gritar que nem umas loucas. Eles tinham que dizer Portugal, era a cereja em cima do bolo. E foi isso que fizeram. Sintí-me como se a missão estivesse completa. O meu objectivo era ir mostrar-lhes que Portugal tem muitos fãs e que eles se preocupam em divulga-los e em ir de tão longe para os ver. Foi a cereja em cima do bolo como já disse.
A música a seguir foi a The Last Sons. OMG! What a Song.Aquela múcsica tem tudo, grandes guitarradas, partes mais calmas, partes que nos fazem gritar, pular e desejar poder subir ao palco para pular e gritar com eles. Definitivamente mais uma das melhores ao vivo. Segui-se Lies. Oh como eu adoro a Lies. E que energia que tem ao vivo. A voz do Danny ajuda e muito para isso Ali queria que todos os fãs portugueses dos McFly pudessem estar ali para presenciar aquilo tudo.
E segui-se para a ultima música da noite: 5 colours in her hair. Obvio, o clássico sempre em último lugar. Tenho a dizer que também foi uma das melhore das noite. O começo está espectacular e é nesta música que verdadeiramente se vê a essência dos McFly e o que eles agradecem aos fãs por tudo o que fizeram por eles e continuam a fazer. A 5 colours foi dar tudo o que já lhes restava para demonstrar naquela noite e eu fiz o mesmo.
No final mandámos a bandeira para o palco. No final da música mandam palhetas, garrafas de água, coca-cola, água e até o Danny levanta a camisola pega numa toalha passa-a pela barriga e pelas costas para tirar o suor e manda-a para o público. Foi a loucura. Tenho a sensação que muita gente ficou com um olho negro á conta disso. Eles despedem-se e saem do palco. Aí respirei de alivio. E começo-me a sentir mais aliviada e não tão apertada. Saímos de lá, e cá fora na parte do Merchandise, estou eu muito bem sentada no chão porque já não posso das minhas pernas. Oiço a minha irmã “ Olhó Danny”. Olho para trás e vejo o Danny a passar atrás de mim e a subir umas escadas que davam para o bar, acompanhado pelo guarda costas. Começamos a grita, a chamar pelo nome dele, e a dizer adeus. E Quando eles vai a meio das escadas pára, olha para baixo e acena. OMG. Uns minutos depois é a Vez do Harry, mas aí já estava preparada e não tiro o olhar da porta. Quando a vejo a abrir e a sair de lá o Mr.Judd e ele a passar a menos de 1 metro de mim (sem exagero). Fico paralisada enquanto tudo o resto está a gritar e a chamar por ele. Meu Deus. Será que o Tom e os Dougie tb vão passar por aqui? Pergunto eu. E uns minutos mais tarde passaram. Já estava noutro sitio mais perto das escadas ao pé da banca de Merchandise quando olho para trás e vem o Tom seguido do Dougie. OMG. Aquilo foi tipo em câmara lenta. Não parava de olhar para o Dougie já com outra roupa todo estiloso a andar como se fosse o dono do mundo e subir as escadas. Acompanhei cada passo que davam e quando viraram a esquina respirei de alivio. Ia ser a ultima vez que os ia ver num longo espaço de tempo. Saí do edifício e estavam montes de pessoas é espera que o Tour Bus saísse com eles lá dentro. Esperei Uma hora, mas o cansaço e o sono era bastante e regressei ao hotel.
Foi sem dúvida a melhor noite da minha vida. E talvez o concerto melhor até que o outro. Porque uma coisa é vê-los a una 40 metros de distancia numa plateia sentada numa arena enorme. Outra coisa é vê-los a menos de 2 metros na primeira fila num lugar pequeno. Uma coisa é certa: Se eu sobrevivi á primeira fila de um concerto dos McFly, sobrevivo a qualquer coisa.