Sep 01,2010

Novo artigo sobre a carreira dos McFly e a sua nova direcção

Categorias: A Banda, Artigos

No site The Guardian saiu um novo artigo sobre a carreira dos McFly e a sua nova direcção. Também traz uma nova foto da banda, e se estás a perguntar-te porque razão os rapazes se estavam a rir, aqui fica a explicação que o Tom deu no seu Tumblr: “Nós estavamo-nos a rir porque o Danny olhou directamente para a luz no momento em que ela acendeu.”

McFly tornam-se independentes
Gostarias que estes rapazes te telefonassem? Os McFly contam ao Will Dean como tomaram o controlo da sua música – e estão a dar aos fãs acesso exclusivo às suas vidas.

“És um idiota!”, grita Dougie Poynter à medida que ele explica uma reacção comum dos white-van men* ao vê-lo andar pela rua. Apesar de serem extremamente atraentes, saudáveis e com sucesso, isto parece ser o mais complicado na vida dos quatro membros dos McFly.

Enquanto a banda pode não levar-se demasiado a sério – o vídeo para a sua música Transylvania teve o cantor Tom Fletcher vestido de Nosferatu a assustar pessoas – eles são bastante profissionais no que toca a conseguir uma carreira de pop que dure no século 21. Em 2004, logo depois dos seus antecedentes Busted terem terminado, os McFly tornaram-se a banda mais jovem a ter o seu álbum de estreia no número 1, ultrapassando os The Beatles. De alguma forma, apesar de parecer que têm 12 anos (na verdade eles têm entre 22 e 25 anos), eles estão juntos quase há tanto tempo como o Ringo e companhia, com o baixista Poynter a ter que deixar a escola aos 15 anos para se juntar à banda. O que me faz sentir horrível quando lhe perguntei se a sua t-shirt “Howl” era de Allen Ginsberg. “Não, é da AllSaints,”** veio a resposta inocente.

Depois do baterista Harry Judd e Poynter se terem juntado a Fletcher e ao guitarrista/cantor Danny Jones, o seu primeiro single, 5 Colours in Her Hair, chegou ao primeiro lugar das listas, o primeiro numa sequência de sete números 1. Eles esgotaram arenas, apareceram no filme Just My Luck com a Lindsay Lohan (a curte de Judd com Lohan foi atrevidamente referida no seu single de 2006 Please, Please), tiraram as suas t-shirts mais vezes do que deviam e ganharam uma fortuna pelo caminho. Depois parece que eles passaram pelo tipo de declínio que acontece à maioria dos grupos de pop depois de uns bons três anos impressionantes: lançar um greatest hits sem entusiasmo, separarem-se da sua gravadora e desaparecerem definitivamente do radar.

Mas o que poderia ter sido o começo do fim para uma banda cujos fãs adolescentes já começavam a ficar maduros de mais, deu na verdade uma oportunidade aos McFly para pegar no seu futuro com as suas próprias mãos. Aborrecidos pelo lançamento do Greatest Hits (“Não foi nada relevante,” diz Judd), eles começaram a sua própria gravadora e lançaram o seu quarto álbum, Radio:Active, através do Mail on Sunday.

“Na altura, nós tentamos pensar em maneiras de fazer as coisas de forma diferente e acompanhar as vendas dos CDs,” diz Judd sobre a sua decisão de seguir o exemplo do Prince e lançar novas músicas com o jornal. Parece que funcionou: o jornal teve mais 300,000 vendas adicionadas às suas regulares 2.1 milhões de cópias vendidas com o lançamento. Como já tinha acontecido antes, com o segundo álbum da banda que vendeu 300,000 cópias no total. Então depois lançaram o Radio:Active propriamente, e conseguiu chegar ao top 10. A arena tour esgotada que se seguiu mostra que o lançamento grátis do álbum foi uma boa ideia – mas o que é que eles acham de estar no mesmo jornal com celebridades menos respeitadas no The Mail? “Richard Littlejohn? Quem é esse?” responde Jones quando perguntado. Aparentemente não os preocupou muito.

Com a oportunidade de gastar agora grandes quantidades do seu próprio dinheiro em videoclips e palcos voadores – os efeitos especiais no vídeo de Lies supostamente pagos por viajarem em classe média – a banda sentiu-se livre. Ganhando fama pelo mundo fora, juntamente com uma nova direcção musical, foi o suficiente para a Universal os convidar a juntarem-se à companhia. A banda concordou com um acordo de 50/50 para cada parte, onde a gravadora ganha dinheiro com tours e merchandise mas a banda ganha mais com as vendas dos CDs do que os 16% que normalmente recebem. Porque a Universal não tem de se preocupar muito com perder dinheiro com as vendas dos CDs, permitiram os McFly lançarem todas as suas músicas directamente no seu novo site de subscrição.

Quando for lançada, a Super City, a nova comunidade de McFly na internet, vai dar aos fãs acesso a informações da banda nunca conhecidas antes. Os fãs mais activos coleccionam pontos que podem levar a ganhar webchats e chamadas telefónicas; também há vídeos de lições de guitarra, o trabalho anterior todo da banda, e networks sociais que visam criar uma comunidade ligada directamente aos McFly. Tudo isto vem de um pagamento de 6£ por mês, cerca de 50£ por ano, com os primeiros 100,000 fãs a serem garantidos um status prioritário que irá lhes dar mais coisas boas. “É mais barato que um álbum, e os nossos fãs gastam tanto dinheiro connosco que nós queríamos encontrar uma maneira de lhes dar mais acesso,” diz Fletcher.

Se isto der para o torto (e é um grande se), poderá ser o equivalente na industria da música dos jogos transmitidos ao vivo no site do Manchester United. Mesmo se só 10,000 fãs se registarem, os McFly poderão conseguir na mesma centenas de libras por ano. Portanto, quantas pessoas eles acham que se vão inscrever? “Teremos de descobrir…” diz um Fletcher cuidadoso, que até sugeriu que irá por demos no site antes de mostrar aos seus colegas de banda, e que o site irá dar a oportunidade aos fãs de escolherem que singles os McFly devem lançar e que músicas devem tocar ao vivo.

“Nós simplesmente vamos nos abrir completamente e mostrar tudo aos fãs,” explica Fletcher. “E porque não? Acho que é assim que deve ser. O mundo da música está diferente hoje em dia. Antes a distância entre ti e os teus ídolos tornava tudo especial. Mas agora as pessoas estão a querer mais informação, e tu tens de a dar.”

Julgando pelos comentários nos seus vídeos no YouTube, as fãs de McFly também pedem pela banda sem as suas t-shirts. Para satisfazer esses pedidos (e inaugurar o novo site), fizeram o seu próprio filme de 30 minutos, Nowhere Left To Run; pelo trailer podemos ver que envolve vampiros e muitas cenas do Judd sem roupas. “Nós queríamos alguma coisa tipo como quando o Michael Jackson fez o Moonwalker. Não há muitas regras de todo. Nós só achamos que ia ser uma experiência divertida fazer um filme,” diz Fletcher.

O vídeo para o novo single, Party Girl, está recheado de cenas do filme, e demonstra um salto para longe do início da banda quando eram jovens no estilo de Blink-182. O vídeo ganha vida com batidas mexidas do tipo Lady Gaga mantendo ao mesmo tempo a energia e guitarras por todo o lado que lhes deu a fama inicialmente. É bem possível que seja esta a direcção que permita a sobrevivência dos McFly (a música foi directamente para a A-List da Radio 1), mais do que tentarem unir as fãs com alta tecnologia. E se tudo isto falhar, eles sempre podem continuar a se despirem.

Party Girl vai sair este Domingo. O novo álbum em Novembro.

* white-van men, é uma expressão usada no Reino Unido para os homens que conduzem carrinhas comerciais. Normalmente as carrinhas são brancas, daí o white-van. Este estereotipo representa aqueles condutores que para além de terem uma má condução e maus modos, também apitam sempre que passam por alguém na rua.

** “Howl” é um poema de Allen Ginsberg, que é dado durante o liceu. “AllSaints” é uma loja.





3 comentários em “Novo artigo sobre a carreira dos McFly e a sua nova direcção”

  1. Comment by joanna in September 1, 2010 @ 07:52

    “E porque não? Acho que é assim que deve ser. O mundo da música está diferente hoje em dia. Antes a distância entre ti e os teus ídolos tornava tudo especial. Mas agora as pessoas estão a querer mais informação, e tu tens de a dar.”

    por um lado concordo. aquilo que nos distância dos nosos ídolos é realmente algo fascinante. algo que todos queremos diminuir para os podermos tornar pessoas normais como nós pelas quais nós sentimos uma súbita vontade de os tomar como exemplos. (afinal é isso um ídolo right?) diminuir distâncis e quebrar barreiras entre os seus ídolos é tudo o que um fã poderia desejar fazer para restituir uma amizade com a pessoa que segue e pela qual qual, hipoteticamente, se apaixonou.
    no entanto, a maneira como eu leio aquilo que o Tom disse tem um tom estranho. ou se calhar sou apenas eu que interpreto desta maneira. “tu tens de a dar” parece que é só da nossa parte o esforço por reduzir esta distância que por um lado fascina, mas por outro impede o contacto. não sei, parece que é por obrigação. depois leio isto e sinto-me ricídula porque … é o Tom! não creio que seja por obrigação.

  2. Comment by Martaa in September 1, 2010 @ 12:39

    “”Quando for lançada, a Super City, a nova comunidade de McFly na internet, vai dar aos fãs acesso a informações da banda nunca conhecidas antes. Os fãs mais activos coleccionam pontos que podem levar a ganhar webchats e chamadas telefónicas; também há vídeos de lições de guitarra, o trabalho anterior todo da banda, e networks sociais que visam criar uma comunidade ligada directamente aos McFly.”"

    Alguém sabe quando é que é lançado a Super City ???

  3. [...] daquele artigo do site The Guardian onde tinha uma foto de uma nova sessão fotográfica dos rapazes? Adicionei à [...]

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